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Novos Trailes de Os Fantamas de Scrooge


"Os Fantasmas de Scrooge" (A Christmas Carol), mais novo conto de natal dos estúdios de Walt Disney, acaba de ter mais dois trailers revelados repletos de novas cenas da animação. No primeiro, podemos conferir o segundo trailer norte-americano, que além de muitas cenas já apresentadas, traz algumas novidades. Já o segundo trailer, o japonês, traz diversas cenas de Scrooge em seu escritório e a apresentação dos outros personagens da história.

Com a revisão assinada pelo cineasta vencedor do Oscar®, Robert Zemeckis, o mais novo longa de animação Disney usa captura de movimentos para apresentar a todos a clássica história de Ebenezer Scrooge (JIM CARREY), um velho mesquinho e mau-humorado que começa as suas férias de Natal como de costume, berrando com seu fiel assistente (GARY OLDMAN) e com seu alegre sobrinho (COLIN FIRTH). Mas quando os fantasmas dos Natais Passado, Presente e Futuro o levam em uma surpreendente jornada que revela as verdades que o velho Scrooge reluta em enfrentar, ele deve abrir seu coração para desfazer anos de maldades antes que seja tarde demais.

O mais novo longa-metragem de animação da Disney, "Os Fantasmas de Scrooge" (A Christmas Carol) é baseado no romance clássico de Charles Dickens e no Brasil será dublado pelo talentoso Guilherme Briggs (confira depoimento do dublador sobre como foi participar da dublagem nacional). Sua estréia acontece no dia 06 de novembro de 2009, com cópias normais e também em Disney Digital 3-D™ e IMAX.
   

Novo longa nacional "Besouro"


O longa-metragem "Besouro" é produzido pela Mixer e tem co-produção assinada pela Miravista e Globo Filmes.

Baseado no livro “Feijoada no Paraíso”, de Marco Carvalho, o filme foi rodado nas cidades de Igatu, Andaraí, Lençóis, Wagner, Cachoeira e Salvador, todas na Bahia. De forma poética e emocionante, o projeto levará às telas de cinema a vida do lendário capoeirista do recôncavo baiano; um personagem real que se tornou lenda.
"Besouro" será para a capoeira o que longas chineses contemporâneos, como “O Tigre e o Dragão”, são para as artes marciais orientais: um filme-espetáculo de aventura, onde a paixão, o misticismo e a emoção têm papel central.

"Besouro" marca a estréia de João Daniel Tikhomiroff, presidente da Mixer e um dos diretores de comerciais mais premiados do mundo, na direção de longas-metragens e conta com roteiro de Patrícia Andrade (a mesma roteirista de “2 Filhos de Francisco” – o maior sucesso do cinema nacional em 2005).

Sinopse Oficial: Besouro foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

   

Os Substitutos

Chega hoje nos cinemas de todo o Brasil, o mais novo filme de ficção científica da Disney "Substitutos" (The Surrogates). Chegando em 100 salas de cinema, como informou a assessoria de imprensa do estúdio, o longa conta com a participação do ator Bruce Willis, Rosamund Pike, Radha Mitchell e Ving Rhames, além do roteiro de John D. Brancato e Michael Ferris, além da direção de Jonathan Mostow (Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas).

Passado no futuro, onde os humanos vivem isolados interagindo de forma indireta, através de robôs, o longa mostra a raça humana se deparando com um grande problema, quando as máquinas começando a morrer, com isso, um policial, por meio de seu robô, sai de casa pela primeira vez em anos para descobrir uma conspiração.

"Substitutos" (The Surrogates) chegou nos cinemas dos Estados Unidos no dia 25 de Setembro, estreando em segundo lugar no seu primeiro fim de semana. No Brasil, a estréia acontece hoje, dia 23 de Outubro
   

Distrito 9

por Janaina Pereira

Já faz algum tempo que os filmes de ficção científica estão tentando se reinventar. O gênero, de clássicos como Star Trek e Star Wars, ganhou um novo direcionamento no início dos anos 1980, quando Blade Runner previa um futuro catastrófico, fazendo paralelo com o presente e mostrando metáforas da vida – os andróides queriam ser imortais tanto quanto os humanos.

De lá para cá, várias tentativas foram feitas para dar novos rumos ao sci-fi, até surgir Minority Report, de Steven Spielberg, a nova guinada do gênero início dos anos 2000. Agora esqueçam tudo que eu escrevi e concentrem-se no filme do ano e, quem sabe, na mais importante história de ficção científica da década. Nada mais será como antes depois de Distrito 9, a produção de Peter Jackson dirigida por um sul-africano, protagonizada pos atores desconhecidos e com o frescor que o ‘futuro’ precisava. O longa  entra em cartaz no circuito nacional hoje.

Distrito 9 é inovador por um único motivo – que no trailer você já consegue sacar. A história já foi contada mil vezes: extraterrestres invadem a Terra, os humanos querem destruí-los, trava-se uma batalha, aquelas coisas de sempre. A tal sacada do roteiro é que o filme foi feito como um documentário, com depoimentos, atores olhando para câmera, como se fosse baseado em fatos reais. Não é inovador no cinema, mas no gênero ficcção cinetífica é. E isso, e apenas isso, já faz do filme brilhante, perfeito e – algo raro no cinema atual – inteligente. Mas ele vai além. Seu conteúdo político é inegável, pois o jovem diretor sul-africano Neill Blomkamp mostra os alienígenas sendo segregados pelos humanos, tal como aconteceu em seu país na época do Apartheid.

Sim, é isso mesmo, Distrito 9 é sobre o preconceito, a discriminação de raças, e de forma sagaz coloca alienígenas no lugar que um dia foi dos negros. Os aliens de Blomkamp moram na favela e têm atitudes que os negros tinham devido ao pouco acesso à recursos básicos para sobreviver.

O protagonista Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley, ótimo ator que mostra desamparo e desespero na medida certa), encarregado de despejar os aliens, é o grande condutor da história, e eu paro por aqui, porque se contar mais, estrago o prazer de conferir a longa e se encantar com ele.

O filme teve baixo orçamento (30 milhões de dólares) para os padrões hollywoodianos, mas parece uma mega produção recheada de efeitos especiais. E Peter Jackson, que não é bobo, sabia muito bem em que apostava. Ponto para ele. Distrito 9 é o filme mais engajado e orginal do ano. E isso não é pouco

   

Herbert de Perto

por Janaina Pereira

A trilha sonora da minha vida é repleta de músicas dos Paralamas do Sucesso. A primeira vez que ouvi Vital e sua moto gostei daquele som meio inusitado para um suposto rock. Eu tinha sete anos. Titãs, Legião e Barão chegaram na minha vida muito mais tarde. E, embora admire Cazuza e Renato Russo como compositores, sempre fui apaixonada pelas letras do Herbert Vianna.

Herbert de Perto, o ótimo documentário sobre a vida do vocalista dos Paralamas, dirigido por Roberto Berliner e Pedro Bronz, é para fãs e leigos, é para quem conhece ou não um artista que teve sua vida marcada por um drama pessoal – o acidente que, em 2001, deixou o cantor paraplégico e matou sua esposa, Lucy.

Mas o documentário -  em cartaz desde sexta, dia 9, em circuito nacional – não se apoia na carreira ou na tragédia de Herbert. Sem tomar partido, traça o perfil de um cantor limitado, músico afinado, compositor talentoso, pai amoroso, filho querido e marido apaixonado.

Intercalando cenas da vida e da obra de Herbert com depoimentos dos pais, do irmão Hermano, dos companheiros Bi e Barone, do amigo Dado Villa-Lobos, do empresário José Fortes e do próprio Herbert, Herbert de Perto apresenta um homem verdadeiramente intenso, sem dramas ou apelação. Emociona mas diverte e é contagiante – músicas certas nas horas certas, tendo a simpática A vida não é filme, dos versos ‘a vida não é filme e você não entendeu/ninguém entrou no quarto quando escureceu’ , como ponto de partida e de desfecho. Perfeito.

Herbert – que teve a memória afetada com o acidente – revê entrevistas ao longo do filme, em cenas e declarações que sua mente não lembrava mais. Mas não há melodrama: tudo é pontuado pela vivacidade, força e fé que ele representa.

Olhando pelo retrovisor, Herbert de Perto traz a memória afetiva da geração BRock, o movimento que lançou uma dúzia de bandas nos anos 1980. Poucas sobreviveram. Herbert e o seu Paralamas resistiram a tudo: fracasso, brigas e até a morte – os médicos que cuidaram do cantor declaram que ele sobreviveu por milagre. Mas não se abale com nada disso: ele é um exemplo de que a vida continua, apesar de tudo. Ou, como ele mesmo escreveu, a vida não é filme

   

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